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Psicopatologia é um termo de origem grega: psykhé significa alma e patologia estudo das doenças, seus sintomas.
Porém a filosofia só admite enfermidades biológicas ou antropológicas, sendo assim de forma conceitual só admite as doenças que possam de alguma forma serem diagnosticadas no corpo. Portanto as patologias psíquicas seriam aquelas que se manifestam juntamente com alterações patológicas orgânicas.
A Psicopatologia se estabelece através da observação e sistematização de fenômenos do psiquismo humano e presta a sua indispensável colaboração aos profissionais que trabalham com saúde mental, particularmente os médicos em geral, aos psiquiatras aos psicólogos, sociólogos a todo o grupo das ciências humanas.

Anorexia
A anorexia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado pela busca incessante por magreza e com isso a elaboração de estratégias para atingir este objetivo. Uma pessoa anoréxica tem uma imagem corporal distorcida, ou seja há uma perturbação significativa na percepção do esquema corporal, na auto-percepção da forma e/ou do tamanho do corpo. A pessoa continua se sentindo gorda mesmo estando excessivamente magra, quando ela se olha no espelho não consegue visualizar sua imagem real e sim sua imagem distorcida.
O medo intenso de ganhar peso leva o indivíduo a se utilizar de várias estratégias que vão desde a recusa em alimentar-se de forma saudável, pois vira vítima de tabelas calóricas, até o uso abusivo de laxantes e diuréticos, auto-indução a vômitos e prática de exercícios intensos.
Assim sendo, a recusa alimentar é apenas uma consequência dessa distorção doentia do esquema corporal. A auto-estima dos pacientes com Anorexia Nervosa depende obsessivamente de sua forma e peso corporais. A perda de peso é vista como uma conquista notável e como um sinal de extraordinária disciplina pessoal, ao passo que o ganho de peso é percebido como um inaceitável fracasso do autocontrole.
Embora alguns pacientes com este transtorno possam reconhecer que estão magros, eles tipicamente negam as sérias implicações de seu estado de desnutrição.

Ansiedade
A ansiedade caracteriza-se por um sentimento de apreensão desagradável, vago, acompanhado de sensações físicas como frio no estômago, opressão no peito, palpitações, transpiração, dor de cabeça ou falta de ar, dentre várias outras. Ansiedade diferente do medo é uma resposta a uma ameaça desconhecida.A ansiedade é um sinal de alerta, que adverte sobre perigos iminentes e capacita o indivíduo a tomar medidas para enfrentar ameaças.
A ansiedade prepara o indivíduo para lidar com situações potencialmente danosas, como punições ou privações, ou qualquer ameaça a unidade ou integridade pessoal, tanto física como moral. Desta forma, a ansiedade prepara o organismo a tomar as medidas necessárias para impedir a concretização desses possíveis prejuízos, ou pelo menos diminuir suas consequências. Portanto, a ansiedade é uma reação natural e necessária para a auto-preservação. As reações de ansiedade normais não precisam ser tratadas por serem naturais e auto-limitadas.
Os estados de ansiedade anormais, que constituem síndromes de ansiedade são patológicas e requerem tratamento específico. A tensão oriunda do estado de ansiedade pode gerar comportamento agressivo sem com isso se tratar de uma ansiedade patológica.
A ansiedade patológica, por outro lado caracteriza-se pela excessiva intensidade e prolongada duração proporcionalmente à situação precipitante. Ao invés de contribuir com o enfrentamento do objeto de origem da ansiedade, atrapalha, dificulta ou impossibilita a adaptação.

Bulimia
As características essenciais da Bulimia Nervosa consistem de compulsões periódicas e métodos compensatórios inadequados para evitar ganho de peso. Além disso, a auto-avaliação dos pacientes com Bulimia Nervosa é excessivamente influenciada pela forma e peso do corpo, tal como ocorre na Anorexia Nervosa. Para qualificar o transtorno, a compulsão periódica e os comportamentos compensatórios inadequados devem ocorrer, em média, pelo menos duas vezes por semana por 3 meses.
Uma compulsão periódica é definida pela ingestão, num período limitado de tempo, de uma quantidade de alimento definitivamente maior do que a maioria dos pacientes consumiria sob circunstâncias similares. O médico deve considerar o contexto no qual a compulsão periódica ocorreu; durante uma celebração ou uma ceia festiva, por exemplo, o que seria considerado um consumo excessivo em uma refeição comum é considerado normal.

Depressão
O termo Depressão pode significar um sintoma que faz parte de inúmeros distúrbios emocionais sem ser exclusivo de nenhum deles, pode significar uma síndrome traduzida por muitos e variáveis sintomas somáticos ou ainda, pode significar uma doença, caracterizada por marcantes alterações afetivas.
No caso do Transtorno Depressivo a depressão é caracterizado por uma alteração psíquica e orgânica global, com conseqüentes alterações na maneira de valorizar a realidade e a vida. É uma doença que compromete o físico, o humor e, em consequência, o pensamento.
A Depressão altera a maneira como a pessoa vê o mundo e sente a realidade, entende as coisas, manifesta emoções, sente a disposição e o prazer com a vida. Ela afeta a forma como a pessoa se alimenta e dorme, como se sente em relação a si próprio e como pensa sobre as coisas.
Normalmente a pessoa depressiva tem uma visão negativada da tríade cognitiva, ou seja tem uma visao negativa de si, do mundo que a cerca e de seu futuro.

Fobia Social
A fobia social é um transtorno caracterizado pelo medo excessivo de ser o foco da atenção de outras pessoas e nessa circucunstância, fazer algo ridículo ou humilhante.
Quem tem fobia social apresenta um medo exagerado da interação com pessoas e vai evitar as situações de exposição social, ainda que isso prejudique sua vida. Caso não consiga evitar, sofrerá grande desconforto. Além disso, ocorre o que chamamos de ansiedade antecipatória, isto é, um aumento significativo de ansiedade no período que antecede as situações de exposição social.
Quando a pessoa é obrigada a enfrentar a situação ela apresentaré um aumento rápido de ansiedade, acompanhado de sintomas físicos, tais como: tremor, sudorese, taquicardia, palpitações, empalidecimento, sensação de perda de consciência, náuseas, desconforto abdominal e formigamentos.

Transtorno Bipolar
O transtorno afetivo bipolar era denominado até bem pouco tempo de psicose maníaco-depressiva. Esse nome foi abandonado principalmente porque este transtorno não apresenta necessariamente sintomas psicóticos, na verdade, na maioria das vezes esses sintomas não aparecem. Os transtornos afetivos não estão com sua classificação terminada. Provavelmente nos próximos anos surgirão novos subtipos de transtornos afetivos, melhorando a precisão dos diagnósticos. Por enquanto basta-nos compreender o que vem a ser o transtorno bipolar. Com a mudança de nome esse transtorno deixou de ser considerado uma perturbação psicótica para ser considerado uma perturbação afetiva.
A alternância de estados depressivos com maníacos é a tônica dessa patologia. Muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos. Uma pessoa que tenha uma fase depressiva, receba o diagnóstico de depressão e dez anos depois apresente um episódio maníaco tem na verdade o transtorno bipolar, mas até que a mania surgisse não era possível conhecer diagnóstico verdadeiro.
O termo mania é popularmente entendido como tendência a fazer várias vezes a mesma coisa. Mania em psiquiatria significa um estado exaltado de humor. A depressão do transtorno bipolar é igual a depressão recorrente que só se apresenta como depressão, mas uma pessoa deprimida do transtorno bipolar não recebe o mesmo tratamento do paciente depressivo.

TOC
O Transtorno Obsessivo Compulsivo é um transtorno de ansiedade. Manifesta-se sob a forma de alterações do comportamento (rituais ou compulsões, repetições, evitações), dos pensamentos (obsessões como dúvidas, preocupações excessivas) e das emoções (medo, desconforto, aflição, culpa, depressão).
Sua característica principal é a presença de obsessões: pensamentos, imagens ou impulsos que invadem a mente e que são acompanhados de ansiedade ou desconforto, e das compulsões ou rituais: comportamentos ou atos mentais voluntários e repetitivos, realizados para reduzir a aflição que acompanha as obsessões.
Dentre as obsessões mais comuns estão a preocupação excessiva com limpeza (obsessão) que é seguida de lavagens repetidas (compulsão). Um outro exemplo são as dúvidas (obsessão), que são seguidas de verificações (compulsão).
A pessoa portadora de TOC tenta ignorá-los ou eliminá-los através de ações que são intencionais e repetitivas. Geralmente reconhece que seu comportamento é excessivo ou que não há muita razão para fazê-lo.
As obsessões ou compulsões acarretam grande estresse, consomem tempo (mais de uma hora por dia) ou interferem bastante na rotina normal, no trabalho ou nas atividades sociais e relacionamentos interpessoais.

Síndrome do Pânico
O transtorno do pânico caracteriza-se por crises de ansiedade ou medo, que ocorrem de forma intensa e inesperada. O pânico vem acompanhado de uma sensação de mal estar global, física e mental, promovendo o comportamento de fuga. Por isso, consideramos natural o pânico em situações concretas que podem promover tal comportamento, como estar em local aparentemente sem saída diante de um incêndio. O transtorno de pânico vem acompanhado por uma ansiedade antecipatória, comum em outros transtornos de ansiedade.
Trata-se da preocupação excessiva que antecede o evento. Como o paciente com pânico nunca sabe quando sofrerá nova crise, está sempre apreensivo. Quando associa a possibilidade de nova crise a algum local ou situação tende a esquivar-se dele, devido à ansiedade vinculada. Portanto, a evitação é um comportamento decorrente da atribuição do local a sua crise.
Por fim, a hipocondria é uma manifestação frequente no transtorno do pânico, talvez devido à associação das crises com sintomas físicos como mal estar cardíaco, torna comum a busca desses clientes por pronto socorro, laboratórios ou exames cardiológicos com um medo eminente de ataque cardíaco ou possibilidade de morte.

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